Algumas fotos

Publicado Outubro 22, 2006 por parasita
Categorias: Capitalismo, Fome e Miséria, Fotos, Hemisfério Norte Vs Hemisfério Sul, Ocidente Vs Oriente, Tirania

A moral não é mais do que a regulamentação do egoísmo

 Bentham, Jeremy

Um Estado político, onde alguns indivíduos têm milhões de rendimento enquanto outros morrem de fome, poderá subsistir quando a religião deixa de lá estar com as suas esperanças noutro mundo, para explicar o sacrifício ?

 Chateubriand

Por uma imprensa livre

Publicado Outubro 22, 2006 por parasita
Categorias: Blog, Geral, Imprensa Livre, Marxismo, Nova Ordem, Política, Sociologia

Dado ao funcionamento autista, manipulativo e absolutista do capitalismo, os orgãos de comunicação social, cada vez mais, vêem-se limitados na função para a qual foram inventados – informar. A publicidade, processo vital para as grandes coorporações, do qual resulta o dinheiro e do qual sobrevivem, inevitavelmente, os media, cada vez mais determina a selecção de mensagens passíveis de serem criteriadas para a noticiabilidade.

A internet é o único escape, já que aí toda a gente pode falar livremente e sem constrangimentos. Neste momento os blogs são, provavelmente, a ferramenta mais importante para a democracia, porém, nem toda a gente tem a ela acesso. Várias empresas têm tentado privatizar os servidores. O acesso aos sites poderá vir a ser mais caro. A informação poderá vir a custar dinheiro. Se não fizermos nada. É novamente o sistema a tomar medidas para controlar o meio-ambiente. 

A sociedade vive debaixo da alçada da censura. Estamos num mundo delimitado por uma estranha e extensa muralha de pedra que nos impede de ver para além do nosso nariz. A cortina de ferro, da Guerra Fria, dá agora origem a uma espécie de cortina de fogo. Os conflitos étnico-políticos continuam, não raras vezes, por interesses petrolíferos ou imperialistas. Os Estados Unidos de tudo faz para expandir a sua visão estratégica pelo mundo e as políticas capitalistas, essas, entram-nos, quais lavagens-cerebrais, nas nossas entranhas.

O sistema está de tal forma vincado que é quase impossível sair dele. A explicação dos acontecimentos no 11 de Setembro, como é possível verificar-se no documentário Loose Change, é apenas um pequeno exemplo da  venda que nos fora posta nos olhos. Mas ninguém tem força o suficiente para fazer nada.

O vulgo, por uma falta de educação histórica, não tem a noção como a América chegou à supremacia mundial e o indíviduo tem uma tendência generalizada em acreditar em tudo que a imprensa lhe diz, raramente duvidando da ética que está por detrás dos governos democráticamente eleitos. Chamam-lhe Bias,  um estádio de apatia e disfunção cerebral, em que o patriotismo cego, e os egoístas interesses regem o comportamento humano.

Ao invés, ninguém dá relevância à fome e miséria em África. Tapamos os olhos. Deixamos que nos tapem os olhos. É necessário, sem fome em África é impossível manter o nosso nível de vida.

Há gente em África morrendo à fome e doenças, na verdade, há gente em África e em outro continentes, que não morre à fome e miséria, já que as excepções, são precisamente isso, excepções.

É uma lei matemática muito simples. Chamamos-lhe a equação invisível. Toda a gente sabe que, para haverem opostos, é porque não há um ponto de convergência comum. Para haverem gordos, é porque há gente magra no mundo, caso contrário seriam todos gordos, e como tal, normais, e não gordos nem magros. O mesmo se sucede, com a inteligência, dando outro exemplo fácil de entender. Para haverem inteligentes, é porque no mundo existe gente não-inteligente. Ora, o mesmo se sucede com a riqueza. Para haver gente rica, tem de haver gente pobre, para haver gente pobre, tem de haver gente rica. Para haver multi-milionários, tem de haver gente miserávelmente pobre e a morrer à fome. É uma lei matemática, já o dissemos. Se houverem 10 unidades do que quer que seja, se um tiver 9, os restantes terão 1. É exactamente isto que se passa na civilização actual.

As regalias dos quais o homem faz uso, e nalguns casos, abusos, derivam da natureza, tal como em todos os animais. O que acontece neste caso tão complexo que é a Humanidade é que estes são trocados por um bem intermediário – o dinheiro. O dinheiro é um produto do capitalismo, no entanto, a sua distribuição é iniquitativa. A evolução socio-histórica do homem, o seu ávido desejo por se destacar perante os demais, na maior parte das vezes por motivos sexuais e passionais, determinara a existência de elites entre os homens – as chamadas classes. As classes são como que uma pirâmide em que pouca gente, nomeadamente a do topo, tem quase tudo e os restantes ficam com o resto. Cá em baixo, na base, muita gente tem quase nada.

A chamada evolução do sistema, dera-se no sentido, em este deixara de ser a força motriz e a barbárie directa e indicrisminada a determinar o número de regalias de cada indivíduo, mas sim a sua inteligência.

Sendo a inteligência, um privilégio, em muitos casos fora do alcance do Homem, no sentido em que é a sua própria natureza que o determina, muitas vezes a sua falta determina a miséria do próprio Homem. Noutros casos, qual ciclo-vicioso aristrocrático, como a educação não chega até a certos indivíduos, jamais poderão lograr acentuar as suas capacidades intelectuais, estudar e especializar-se em algo no qual o possa ajudar a se auto-subsistir segundo parâmetros razoáveis da condição humana. Para além disso existe ainda a agravante, de existirem fronteiras, não só políticas, mas filtradoras. É praticamente impossível certas pessoas de certos países entrarem em certos países e assim mudarem seus fados. A aristocracia de hoje em dia  é  diferente do tempo dos antigos e já não tem a ver com nomes de família, mas sim com o sítio onde se nasceu. Uma pessoa comum da Etiópia, nunca, por mais esforçada que seja, terá as mesmas vantagens e regalias que tem o tipo mais ignóbil e preguiçoso dos Estados Unidos.

Ora, e é da natureza humana, que o número de vantagens e regalias, determine a felicidade do indíviduo. 

Enquanto um homem for dono deste campo e mais daquele campo, e outro homem se curvar, jornada após jornada, sobre a terra alheia ou alugada, e não tiver de seu nem o chão onde vai cair morto – esperem a guerra. Ela explodirá – e enquanto não explodir estará lavrando surda. O homem rico lutará contra outro menos rico que também quer ficar mais rico, ou não quer ficar menos rico; e o homem pobre lutará por ele, ou contra ele. Lutará para não perder o pouco que tem, ou lutará porque não tem nada a perder. De qualquer modo haverá guerra – e os bonecos serão outra vez arrebetados e estripados. “